PREFEITURA FINALIZA NOVO ATERRO SANITÁRIO COMO MARCO AMBIENTAL NOS 101 ANOS DE TRINDADE

BALANÇO/101 ANOS DE TRINDADE

PREFEITURA FINALIZA NOVO ATERRO SANITÁRIO COMO MARCO AMBIENTAL NOS 101 ANOS DE TRINDADE

Nos 101 anos do Município, a Prefeitura de Trindade deu ênfase nas ações voltadas para a proteção do meio ambiente, com importantes investimentos no setor.

O marco é a recuperação total do aterro sanitário de Trindade. O depósito torna-se um dos mais bem estruturados de Goiás. As obras duraram seis meses.

Entre recursos municipais e federais, foram investidos R$ 2.500 milhões na transformação do lixão novamente em aterro. Nesta terça-feira (31/08), o novo aterro será inaugurado com nova licença ambiental concedida.

Por determinação do prefeito Marden Júnior, a reestruturação do aterro faz com que tenha maior longevidade.

Ocupando uma área de 45 hectares, terá capacidade útil estimada em 25 anos se forem aplicadas as técnicas de manejo implícitas no projeto de reestruturação que reposicionou o lixão novamente à condição de aterro.

O depósito é dividido em trincheiras. A trincheira 1 está com sua capacidade esgotada. A trincheira 2, recém-aberta, vai ser manejada para passar da média de 4 anos de vida útil para a de 8 anos. Ela receberá somente lixo doméstico produzido pelos trindadenses.

Atualmente, a prefeitura coleta mensalmente cerca de 2.500 mil toneladas de resíduo orgânico residencial, mais 1.600 toneladas de entulho e cerca de 800 toneladas de poda de árvores e galhos a cada 30 dias.

O projeto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente exigiu uma manta de impermeabilização na trincheira 2 e da lagoa 2, com a colocação de sistema de drenagem pluvial, de percolado e gases do aterro sanitário.

A impermeabilização evita a contaminação do ambiente e das águas subterrâneas pelo chorume resultante da decomposição dos resíduos orgânicos. Apenas essa trincheira tem 110 metros de cumprimento por 100 metros de largura (1 hectare).

Uma trincheira 3 está sendo escavada e ela será destinada aos chamados materiais inertes, como os entulhos de construção, por exemplo. Para dar ainda mais racionalidade, será implantado um sistema de trituração dos resíduos.

Com a trituração, o volume depositado vai reduzir e o município ainda vai ganhar um sistema de produção de substrato tipo brita e cascalho, material que hoje é comprado para uso na pavimentação asfáltica.

Outro aproveitamento vai ser ainda com a moagem de resíduos de poda e galhadas que também chegam ao aterro. Do produto resultante disso será feita compostagem e o adubo vai ser aplicado nos parques e no viveiro de mudas da Semma.

O processo foi tão refinado que permite a Trindade hoje se apresentar para cidades vizinhas com problemas nos seus lixões, como alternativa consorciada ou parcerias. As conversas avançam para que esses municípios avaliem volumes e tipos de resíduos para serem transportados para Trindade em troca de pagamento ou contrapartidas negociadas.

Do total de lixo produzido em Trindade apenas 5% é reciclado, mesma média nacional. Neste ponto, o projeto da Semma é implantar um sistema de reaproveitamento e incentivar a população a separar os resíduos para, em quatro anos, alcançar uma meta de reciclagem de 25% do lixo produzido.

Para isso, em agosto a prefeitura começou a implantar ecopontos para a entrega de latinhas, alumínio, papel, equipamentos e baterias eletrônicos, além de 250 lixeiras para a separação do lixo produzido na própria rua pelos pedestres.

A Semma está organizando os recicladores nas cooperativas e espera que eles passem também a fazer a separação do lixo dentro do aterro. Para isso, será construído um barracão e adquirida uma esteira para facilitar a reciclagem. O município ainda dará café da manhã e almoço aos trabalhadores que terão margem de lucro maior com esse processo.

No campo dos recursos hídricos, Trindade foi o primeiro município goiano a seguir as diretrizes nacional e estadual de estabelecer juridicamente o risco de emergência, ou escassez. Um decreto publicado em julho declara risco de desabastecimento e garante os usos prioritários como forma de garantir água para todos no período da estiagem.

O controle da qualidade da água tratada fornecida pela Saneago, e a recuperação das nascentes da Bacia do Arrozal, que abastece Trindade, também estiveram no foco da Semma no primeiro semestre. Neste sentido, a prefeitura agiu provocando a implantação do Comitê da Bacia do Arrozal que está em avançado processo de discussão com os produtores rurais que consomem água.

Em relação à prevenção de incêndios florestais, avançou ainda mais a parceria entre a prefeitura e o Corpo de Bombeiros. O município custeou campanhas de conscientização, viabilizou educação ambiental para estudantes e doou mochilas de hidratação para as equipes que combatem e previnem queimadas em locais de difícil acesso, como a Serra da Jibóia, além de endurecer na zona urbana, punindo aqueles que ateiam fogo nos lotes baldios.

A Secretaria de Meio Ambiente também se envolveu bastante, no primeiro semestre, nas ações do Pacto pela Vida, previstas nos decretos sobre o enfrentamento à pandemia de Covid-19. Foram encaminhadas 19.100 ações, das quais 5.790 foram denúncias de desrespeito às normas.

Foram expedidas 10.200 orientações, 8 apreensões, 57 interdições, 50 desinterdições, 338 advertências, 24 autos de infração e 1.940 notificações.

Na área burocrática, a Semma se dedica desde o início da gestão também em reavaliar processos de concessão de licenças. A intenção é melhorar o desempenho de modo que não apenas obedeça os prazos estabelecidos legalmente pelo Código Florestal, mas seja mais rápido que a média do Estado.